Se você é sócio da APADE e estará no Litoral neste feriado de Carnaval, essa informação é para você!
Com a previsão de aumento da instabilidade climática no feriado prolongado de Carnaval, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná reforçou o alerta aos banhistas sobre o risco de descargas elétricas durante tempestades no Litoral, rios e represas.
Segundo o Simepar, uma frente fria avança sobre o Estado a partir desta sexta-feira, treze de fevereiro, elevando o volume de chuva e o risco de tempestades com raios em todas as regiões.
A capitã Tamires Pereira explica que as descargas elétricas representam risco extremo para quem está no mar ou na areia. A água salgada e o corpo molhado funcionam como excelentes condutores, e a ausência de estruturas altas nas praias faz com que pessoas, embarcações e objetos isolados se tornem alvos preferenciais.
Um ponto importante é que não precisa estar chovendo para haver perigo. Descargas podem ocorrer a quilômetros de distância da área da tempestade. Se houver trovões audíveis, o risco já é real. “Não é seguro esperar a chuva começar para sair da água”, destaca a capitã.
Entre os sinais de tempestade iminente estão o escurecimento rápido do céu, nuvens carregadas, ventos fortes, queda de temperatura e trovões. Ao identificar qualquer um desses indícios, o recomendado é deixar a água imediatamente. A regra prática é simples: se o tempo entre o relâmpago e o trovão for inferior a trinta segundos, a tempestade está muito próxima. O retorno só deve ocorrer após trinta minutos sem novos trovões.
Permanecer em água rasa não reduz os riscos, já que a eletricidade se espalha rapidamente pela superfície da água e pelo solo molhado. Também são considerados comportamentos perigosos buscar abrigo sob árvores isoladas, permanecer com objetos metálicos ou altos — como varas de pesca, guarda-sóis e pranchas — ou usar celular ao ar livre durante tempestades.
Abrigos seguros são edificações fechadas, quiosques estruturados, restaurantes ou veículos com teto metálico e portas fechadas. Estruturas improvisadas não oferecem proteção.
Como agir em caso de vítima
Se uma pessoa for atingida por raio, é seguro tocá-la. O primeiro passo é retirá-la da água, se possível, acionar o socorro pelo número noventa e três e iniciar manobras de RCP caso seja necessário até a chegada da equipe.
Com o aumento de turistas no Litoral e a previsão de temporais, o Corpo de Bombeiros reforça que a prevenção é essencial: atenção às condições climáticas, respeito às orientações dos guarda-vidas e saída imediata da água ao menor sinal de instabilidade.
Orientações do Corpo de Bombeiros em caso de tempestade com raios:
• Ao ouvir trovões ou ver relâmpagos, saia da água imediatamente;
• Não espere a chuva começar;
• Evite água rasa ou proximidade da areia molhada;
• Não fique sob árvores, guarda-sóis ou estruturas improvisadas;
• Afaste-se de objetos metálicos, pranchas e varas de pesca;
• Procure abrigo em locais fechados ou dentro do carro;
• Só retorne ao mar após trinta minutos sem trovões;
• Em emergências, ligue para 193.