Alunos com autismo têm acompanhamento especializado

A rede estadual de ensino do Paraná e os Núcleos Regionais de Educação estão com uma programação especial que durou esta semana inteira para conscientizar alunos, professores, funcionários e comunidade escolar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Foram realizadas atividades culturais e artísticas, musicais, exposições fotográficas e depoimentos de alunos autistas e familiares.

No Paraná, o dia 2 de abril é especialmente importante para os profissionais da rede que atuam para melhorar a experiência escolar dos 939 estudantes matriculados na rede estadual de ensino que apresentam TEA. São os professores regentes responsáveis pelas turmas regulares, e os profissionais de apoio especializado e que atendem a sala de recursos (contra turno), além de toda a equipe gestora e de apoio escolar.

O atendimento educacional especializado é disponibilizado pela Secretaria da Educação do Paraná aos estudantes com deficiência, inclusive os autistas, no turno complementar, em 2,3 mil Salas de Recursos Multifuncionais e no turno da escolarização por meio do acompanhamento do Professor de Apoio Educacional Especializado.

“O Paraná é um dos poucos estados que tem esse atendimento diferenciado com professor especializado ao lado do aluno autista. É um apoio tanto para o professor regente em sala de aula, quanto para o aluno que necessita desse profissional para orientar como fazer melhor uma atividade, acompanhar o rendimento dele e trabalhar junto com os demais professores para atender às necessidades dos alunos”, disse o chefe do Departamento de Educação Especial, Lourival de Araújo Filho.

MEDIADOR - Os profissionais de apoio educacional especializado do Paraná possuem formação em educação especial e estão presentes em 537 escolas estaduais localizadas em 146 municípios. O trabalho desenvolvido por eles consiste em atuar como mediador de atendimento da educação especial, seja na compreensão dos conteúdos, ou até mesmo nas relações interpessoais, comunicação e no processo de ensino e aprendizado dos alunos.

“Se o professor está trabalhando com um determinado conteúdo e o aluno com autismo fica ansioso, por exemplo, o profissional faz a mediação para amenizar essa situação que pode ou não ocorrer em sala de aula”, explicou a coordenadora do setor de atendimento Educacional Especializado, Denise Maria de Matos Pereira Lima.

Denise reforça que o atendimento de apoio não é um reforço, mas um acompanhamento especializado. Há casos de alunos autistas que não necessitam desse acompanhamento, e há casos de alunos que precisam para ter um bom processo de ensino. “O mesmo diagnóstico clínico pode apresentar variações de leve a severo prejuízo”, explica a coordenadora.

Para a professora Luciana Jardim, do Colégio Estadual Emílio de Menezes, em Curitiba, a presença do profissional de apoio é fundamental, já que é ele que faz a ponte entre o aluno autista e o professor regente.

“O professor regente nem sempre consegue parar para atender a todos os alunos e, principalmente, alunos com necessidades especiais, ele pode não conseguir ter a noção exata do que o aluno está compreendendo ou não. A solução é trabalhar de uma maneira diferente, que seja melhor compreendida pelo estudante com autismo, como adaptar o currículo. É aí que entra o professor de apoio”, explica.

A Secretaria da Educação, por meio dos Núcleos Regionais de Educação (NREs), realiza grupos de estudos bimestral para atualizar os profissionais sobre as novidades relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista, avaliações, propostas curriculares e acompanhamento especializado.

SALAS DE RECURSOS - As escolas estaduais também contam com 2,3 mil Salas de Recursos Multifuncionais onde os estudantes com necessidades especiais recebem apoio pedagógico de acesso ao currículo do ano e série no qual estão inseridos. O aluno com necessidade especial tem um plano de atendimento educacional especializado que é trabalhado sempre no turno complementar.

ACOMPANHAMENTO - O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde, em parceria com a Secretaria da Educação, possui uma ferramenta para que paranaenses portadores de autismo, ou familiares de algum portador, possam fazer o cadastro no sistema estadual. O objetivo é identificar e conhecer a realidade das pessoas com TEA no Paraná. As informações auxiliarão a Secretaria da Saúde nas ações de atenção e cuidados a esta população.

O cadastro pode ser feito AQUI.

CONSCIENTIZAÇÃO - Nesta terça-feira (2), o Departamento de Educação Especial da Secretaria da Educação realiza, na sua sede, em Curitiba, uma ação para mobilizar os funcionários sobre a conscientização do autismo.


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